Existem poucas grandes surpresas, daquelas que nos fazem literalmente abrir a boca de espanto. Esta foi uma delas. Não estava à espera. Nada, mesmo.

“Termas romanas, vais gostar.” O convite foi curto e confiante. Mas não gostei, adorei. Pimbas.

Acompanhados pelo Loki, o Bull Terrier mais medricas e brincalhão que já conheci, partimos. Estão situadas no meio do concelho de Monchique, no fim de um trilho que para além de lindo, com duas ou três pontes tão giras como esta:

O trilho é verde e bonito. Ao longe as árvores pretas do incêndio do ano passado ainda marcam a paisagem. Mas aqui há esperança.

Parecem termas abandonadas, mas qual foi a minha surpresa quando encontrámos lá uma famila a desfrutar como se de um parque de merendas se tratasse.

“Foi a primeira vez que me cruzei com pessoas” disse o João, o meu guia. O João é Chef de cozinha e um verdadeiro apaixonado não só por cozinhar mas pela natureza. No seu novo projeto, inspirado pelo nome do cão, Loki, um pequeno restaurante (e quando digo pequeno, é mesmo pequeno – só tem 3 mesas) leva literalmente os sabores da natureza, colhidos pessoalmente pelo Chef João, à mesa. É nestas aventuras, para colher os produtos da época, que ele descobre lugares como este.

E que lugar é este! Lindo, lindo, lindo! Primeiro vemos um grande forno do pão.

E dois passos à frente vemos uma antiga e grande habitação. Quartos para os que se vinham tratar, de certo. Os telhados já desabaram, mas as paredes ainda permanecem. Algumas.

Subimos mais um pouco e passamos uma pequena ponte de pedra.

E cá estão as termas. Duas portas.

A da direita dava para uma grande banheira de água quente. Sim é água quente!

Com uma ante câmara para nos despirmos (eu fui de boxers) e lá saltamos! Com cerca de metro e vinte de profundidade, podemos ficar de pé. A água quente deixa-nos relaxados.

 

Os apontamentos azuis dão-nos a sensação de estarmos num lugar milenar. As flores e outros detalhes dão-nos a sensação de ser algo sagrado.

Na porta da esquerda estão duas outras banheiras. Onde a água é mais fresca, mas com um cheiro um pouco mais forte, eu diria que a água é diferente.

Foi uma surpresa. Quero visitar mais sítios assim. Que acham? Devia continuar a fazer posts deste género?

Porque não meto as coordenadas e o nome do sítio? Porque apesar de confiar nos meus leitores acredito no turismo natural e saudável – se queres mesmo ir – procura! Faz alguma investigação e calça umas botas. Por favor não vás só pelas fotos – vai pelo sítio, pela aventura e aprecia. Deixa-o melhor do que quando o encontraste.

 

 

 

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